A União faz a força, os amigos a amizade

Um blog para todos os amigos da UDB e de Belmonte

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terça-feira, 20 de agosto de 2013

As razões da minha saída da UDB....



“Eu também tenho que ser sincero. Sempre fui assim, também, senhor José”
Após este texto, não voltarei a falar mais. Não quero perturbar nada na nova época. Que espero, como sócio e amigo da UDB, seja de sucesso, para todos. Mas não posso deixar passar em claro algumas “inverdades” sobre mim. Diz o velho ditado, que “quem não se sente, não é filho de boa gente”. Pois bem. Eu senti-me com algumas coisas ditas pelo presidente do clube. Que diz ser sincero. Eu também sou. Dizer, por exemplo, que em todo este processo, de Abril a Agosto, para se definir a época, se eu ficaria ou não, o que queria ou não, reuni uma única vez, à mesa do café, com o presidente do clube. E, casualmente, já em Julho, falei com ele porque o encontrei na Feira de São Tiago, na Covilhã. Nunca a direcção reuniu comigo, em local devido. De todo o modo, continuo a defender o trabalho feito até agora. Do qual, não se podem esquecer, também sou parte integrante. Dei o meu grande e valioso contributo, em muitas áreas, em muitos momentos. Fui muito mais que treinador. Fui roupeiro, motorista, dirigente, enfim, tudo o que era preciso, em determinado momento, ao longo dos últimos 14 anos. Não se esqueçam nunca disso.

Agora, esclarecer o que se disse na Tribuna Desportiva.  

Primeiro esclarecimento: “O João disse que só ficava se o clube pagasse algum dinheiro”.
O João, para que não restem dúvidas, no final da época, apresentou um plano ao presidente, com jogadores a manter, outros a contactar, para a próxima temporada. De Abril a Agosto o clube não mexeu um dedo nesse sentido. Nesse mesmo plano, propunha algumas ideias para ficar. Melhorias substanciais, para mim e para os jogadores. Propus prémios de jogo ou treino. Foram negados. Propus prémios de objectivos, para todos, claro, mas também foram negados. Depois, pedi ajuda para que os atletas pudessem ter chuteiras que não adquirissem apenas com o seu dinheiro, como sempre fizeram, que tivessem direito a um bilhete por jogo, para esposas ou namoradas (sempre pagaram, a minha esposa também) e que, no mínimo, no final dos jogos, tivessem à disposição duas grades de minis para beberem (pagavam os copos no final do bolso deles). Aí, houve alguma abertura, embora sem garantias. Depois, disse que após 14 anos a treinar de borla (aliás, a pagar para treinar, pois tudo isto sempre acarreta algumas despesas), pedi ao presidente apenas uma “ajuda simbólica” para fazer face a despesas. Após este pedido, apenas por SMS comunicou comigo. Nunca reuniu para falar comigo. Nem ele, nem a sua direcção. Um dia pediu-me, por mensagem, que estipulasse o montante da ajuda que eu queria. Disse-lhe para me darem o que pudessem. Insistiu. Disse-lhe que por “100 euros ou até menos que isso”, ou seja, 50, 60, 70, ou então, os tais prémios de objectivos que tinha proposto no passado, eu ficaria. A resposta foi, por telemóvel, em mensagem: “Não sei se é possível. Tenho reunião com a direcção e depois digo-te”. Face ao atrasar de toda a época, FUI EU que disse ao senhor José que o melhor para o clube seria então tentar alguém que treinasse a equipa de borla. Um dia, mandou-me uma mensagem a dizer: “Em princípio já temos treinador”. Perguntei se poderia então anunciar a minha saída. Disse que não, só após a reunião da noite. Certo é que mesmo sem reunião, o novo treinador acabou por me ser confirmado pouco depois. Logo, uma escolha já decidida e que só foi discutida após o facto consumado. Posso confirmar tudo o que digo com as várias mensagens que tenho no meu telemóvel. 

“Quando peguei no clube, estava de rastos”
Pergunta: Quem ajudou, e muito, a fazer face a isso? Quem, no início do seu mandato, lhe tratava de todas as papeladas? Quem lhe fazia a comunicação com a Câmara, para se reaver, por exemplo, o dinheiro de duodécimos que tinham sido suprimidos (salvo erro, 9 mil euros)? Quem lhe fazia documentos como planos de actividades? Quem lhe tratava das relações institucionais com órgãos como a Associação de Futebol de Castelo Branco? Quem passou horas a fio, em torneios e coisas do género, para se fazer dinheiro para o clube? Responda, se for sincero. Nunca ganhei nada na UDB, mas dei muito dinheiro a ganhar!

“Não foi ele que saiu”
Então, quem foi? Se, de tão sincero que fui, acabei mesmo por ser eu a dizer ao clube que o melhor seria optar por outro? Fui despedido? Mas tinha, eu, algum contrato firmado com o clube? Sim, só se despede quem tem contrato e ordenado. O que nunca foi o caso!

“Não seria justo não pagar aos jogadores e a outros treinadores, e pagar a uma pessoa”
Mais maldade. Em que se procura colocar-me contra os atletas, que bem me conhecem. O que pedi, primeiramente, foi ajuda para todos. De todo o modo, recordo ao senhor presidente que também ele já foi jogador com prémios de jogo, com ordenados, nas épocas áureas do Belmonte, e treinador pago, em outro clube bem perto da nossa terra, e nessa altura não me recordo de tanta preocupação com justiça. Mais: na última época da UDB no futebol sénior, antes de mim, teve treinador pago. E bem. Eu já fazia parte da estrutura do clube, treinava camadas jovens, não recebia nada, e nunca me senti injustiçado por isso. Cada coisa no seu lugar. Futebol sénior é uma coisa. O resto, é outra.
Disse, o senhor presidente, que tudo fez para que eu ficasse. Eu digo que não fez nada. Apenas apelou, mais uma vez, ao meu coração para que acedesse a treinar na mesma condição em que sempre o fiz. E sempre lhe disse que isso seria impossível. Disponibilizou-se a falar com a minha esposa para a convencer, como se em minha casa as decisões não fossem tomadas a dois. 

“O clube está acima de tudo”
Foi sempre isso que pensei. Daí lhe ter dito, em devido tempo, que face à minha indisponibilidade, o melhor seria arranjar outra pessoa. Já depois de saber que não ficava, enviei-lhe uma listagem com contactos de atletas que tinha contactado, com valor, interessados em integrar o plantel da UDB. E até contacto de um adjunto que iria trabalhar comigo. E que sei, a UDB contactou e irá trabalhar com o novo técnico. “Papinha” toda feita… Porque para mim, também, o clube está acima de tudo. Adeptos, sócios, atletas, treinadores e dirigentes!
Nunca mais falarei sobre isto. Esta etapa na UDB termina agora. Mas a minha história no clube, estou convencido que não. Fico feliz pelo facto do clube ter seniores, e espero o melhor. As coisas até acabarão por ser boas, para os atletas, já que com novo líder, já há mais empenho directivo. Os da casa, por muito que possam exigir, raramente são atendidos. Todos sabemos isso. Agora, já há muitos dias para treinar, já há campo disponível, directores no treino (estive tanta vez sozinho), e muitas bolas boas. No final da época passada, acabei com apenas duas, com o árbitro, no jogo da Atalaia, em casa, a ameaçar terminar o encontro por não haver bolas em condições…
De todo o modo, não sou ingrato. Agradeço a oportunidade que tive de treinar uma equipa sénior na minha terra. E continuo a achar, como achava há um mês atrás, que esta direcção é a melhor para liderar os destinos da UDB. Se estavam alguns à espera que agora dissesse o contrário, enganam-se. Esses que não apoiaram o Zé e, em alguns casos, até foram contra ele. E outros que tentaram fazer mal à UDB, de várias maneiras e feitios. Com a minha saída, vejo-os reaproximarem-se…. Veremos, então, senhor José, no futuro, se o “clube está acima de tudo”…. Felicidades.
Uma última palavra para os meus atletas. Continuem com a atitude que sempre tiveram nestes últimos dois anos. Sei que nem é preciso pedir, pois conheço-os. Sei que darão o vosso melhor. Tirem o máximo proveito dos ensinamentos do novo treinador, experiente ( a quem, no campo, no primeiro dia, cara-a-cara, desejei boa sorte), e, quem sabe um dia, a gente não se volta a reencontrar… na UDB ou noutro clube qualquer! Prometo ir ver-vos!
Quanto a este blog, criei-o quando já estava na estrutura da UDB, para divulgar o que se ia fazendo no clube. Apesar de agora estar fora, na medida do possível, continuarei a actualizá-lo com resultados, enfim, com o q ue se for passando. Porque, “A União faz a força, os amigos a amizade”…. Mas apenas quando a palavra “amigo” é levada em verdadeira conta…  

terça-feira, 11 de junho de 2013

quarta-feira, 5 de junho de 2013

A gala

É sempre subjectivo escolher alguém para distinguir numa gala. O mérito de cada um, muitas vezes passa ao lado dos responsáveis da AFCB, por desconhecimento, mas não só. De todo o modo, concordando ou não, temos que respeitar.
Eu, há tempos, neste mesmo sítio, disse alguns dos nomes que achava serem merecedores da distinção. Muitos deles estão lá. Outros não. Com critérios, em alguns casos, subjectivos....
Por partes. No que toca aos jogadores do nacional, não contesto, embora Moreira, do Covilhã, para mim, tinha que estar aqui. Nos do distrital, Tony (o melhor, sem dúvida) e Yero, estão bem. Já Suisso, do Proença.... deixa-me dúvidas. Haveria, para mim, outros nomes. Sei que houve um jogador da UDB proposto, mas que não teve votos suficientes....
No futsal, quanto aos melhores jogadores, não contesto. No distrital, para mim, a falha é a não inclusão de Carapito, do Cariense. Ao que me disseram, a expulsão num dos jogos da final terá pesado na decisão da AFCB...Quanto aos treinadores, Carlos Amoroso, de novo campeão, não está. Explicaram-me que por não ter curso de treinador.... No futsal feminino, não contesto, pois não conheço.
Já no futebol de onze, muitas dúvidas quanto aos escolhidos. Nos jogadores mais jovens, Aruna (ADE) chegou este ano ao distrito e é logo eleito? Com que passado desportivo? Com que percurso? O Marco do Covilhã, e Eduardo Lourenço, do Desportivo, não conheço bem, mas parece-me óbvio que a UDB deveria ter alguém com tantos jovens que lança, ainda juniores, no futebol sénior... É a minha opinião.
Nos treinadores de formação, podemos não concordar, mas os que estão foram campeões, logo... pouco a dizer. Nos dirigentes, Aníbal Antunes, bem, mas os outros dois.... António Joaquim volta a ser escolhido (já no ano passado foi) depois de ter criticado a AFCB, duramente, por não ter ganho o ano passado. Já o senhor Neto, do Valongo, não vejo grandes méritos a não ser o facto de ser amigo... Acho que o concelho de Belmonte tinha melhores nomes, como José Robalo e Pedro Torrão. Mas até o Farinha, da Sertã, caberia ali perfeitamente....
Deixei para o fim os treinadores. De propósito. Porque estou na categoria. Asseguraram-me (fonte do júri) que o meu nome esteve em cima da mesa. Apenas na votação não cheguei aos três primeiros. Não me tira o sono, porque Oleiros até é longe e tem montes de curvas para lá chegar. Para que não digam que sou vaidoso, também vos asseguro que não sou hipócrita. Sim, esperava estar nos três nomeados, apesar de saber que não ganharia (prémio irá para o meu amigo Laia). Porque treino o clube com menos dinheiro, que em dois anos foi finalista da Taça de Honra e quarto classificado, à frente de clubes que pagam boas quantias de dinheiro aos seus atletas. Claro que, como dizem nos comentários da RCB, isto é mérito de todos. Direcção, atletas e treinador. Que normalmente acaba por se repercutir na nomeação de alguém que representa o todo: o treinador ou o presidente. Mas a UDB este ano foi ignorada. Se calhar, também é tempo da UDB ignorar a AFCB....
Se o João Sousa, do Sertanense, concordo, já o Lima Pereira, do Sernache, discordo completamente. Fez meia época (substituiu em Dezembro Simoões Gapo), trouxe reforços valentes (havia no Sernache montes de nacionalidades, desde brasileiros a argentinos) e falhou a subida, com direito a descida ao distrital. Por tudo isso, acho que eu, pessoalmente, estaria melhor posicionado.
Com  tudo isto, afirmo: o poder, na AFCB, está todo virado a Sul do Túnel da Gardunha. Vejam as escolhas todas e façam contas... Que a gala seja boa, haja muita comida e bebida, da boa, e cuidado com as curvas!!!!!

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Quando se tenta transformar mentiras em verdades

Detesto pessoas mentirosas e falsas. É para elas que vão estas frases. Tudo isto porque se aproxima um momento importante na vida do clube da minha terra, do meu coração: a União Desportiva de Belmonte. Que tem eleições marcadas para dia 7 de Junho, à noite.


Desde que acabou o campeonato de seniores, e desde que foram afixadas as convocatórias para a Assembleia Geral, todos os dias tenho ouvido histórias de listas, de nomes, de possíveis candidatos a presidente, até de futuros treinadores, sem ligar muito a isso. Já tenho tantos anos disto que, muitas vezes, ouvi que desta avançam estes e aqueles, coisas que nunca se concretizaram. Até porque pegar na União, nos últimos anos, era tarefa de gente de trabalho, coragem e muito voluntariado. Não tarefa de quem se queria notabilizar…. Hoje, a UDB é um clube muito mais apetecível e por isso todo este burburinho. Tem as camadas jovens todas, usufrui de um bom espaço de trabalho, tem, de há dois anos a esta parte, uma boa equipa de séniores, com 90 por cento “prata da casa” e não tem dívidas. Logo….

Deixaria passar tudo isto em claro, sem me pronunciar, se não me sentisse atingido na minha honra e dignidade. Mas sinto. Quando o meu nome passa a ser utilizado em pré-campanha, isso já é pessoal. Daí que queira explicar umas coisas:

- Há 14 anos que treino de forma GRATUITA equipas da UDB. Comecei com as escolinhas, passei para os infantis, iniciados, juvenis e há dois anos saltei para os seniores. NUNCA recebi um tostão, ao contrário do que por aí se diz para me desacreditarem. Caso o precisem de confirmar, penso que é só verificar as contas do clube. Tudo o que tenho é fruto de trabalho que não o futebol, que foi sempre, para mim, um hobby, lazer, prazer. Um passatempo no qual PERDI DINHEIRO, isso sim. Basta dizer que tirar um curso de treinador, há alguns anos, custou-me mais de 100 CONTOS. SEM NUNCA TER GANHO NADA, PAGO POR MIM, DO MEU BOLSO!!!!!

- No final da época disse para as rádios que era minha intenção sair. E isso foi logo aproveitado por gente sem escrúpulos. Ter a intenção não é a mesma coisa que sair. Sempre disse, e digo, que queria um projecto mais ambicioso, exigente e responsável na UDB. Porque acho que há potencial para isso. E assim, com essas condições, ficar no clube seria prioridade para mim. Mas só assim, e não com a ideia de “andar no futebol por andar”. Com objectivos, sim.

- É FALSO que esteja comprometido com qualquer outro clube. Nem Pedrógãos, nem ADE, nem Carcavelinhos, nada. É pura mentira. Mas já me foi perguntado por muita gente, inclusive alguns dos atletas que treinei nestas duas épocas, que me perguntaram directamente, tal a confiança que temos uns nos outros, e a abertura ao diálogo que sempre tive.

- É MENTIRA que esteja incluído em qualquer lista aos órgãos sociais da UDB. FALSO. Não integro lista alguma. A integrar, teria que ser com alguém da minha confiança, alguém em quem acredito. Só aceitaria isso, e em cargos menores (pois não quero visibilidade nem a minha vida profissional me o permite, para já) se a lista fosse credível.

- Quero, de forma explícita, deixar o MEU APOIO ao meu amigo José Robalo pelo excelente trabalho que fez nestes últimos quatro anos na UDB.



Para que não restem dúvidas, e haja menos conversa e “desinformação” de café!!!!

terça-feira, 7 de maio de 2013

Sétima melhor classificação de sempre

Ao longo dos seus mais de 40 anos de história, a UDB já teve várias fases. De andar pela segunda distrital. De andar pela primeira. De lutar pelo título. De subir à 3ª. De descer de lá. De desistir do futebol sénior. De regressar na segunda. De regressar na primeira. Enfim, várias décadas de história, com muitos atletas, muitos dirigentes, muitos treinadores. Com a fase das vacas gordas, em que toda a gente ganhava dinheiro. E a fase das vacas magras, como agora, em que ninguém ganha nada.
Fazendo uma retrospectiva, e já que há quem queira falar em resultados, numa pesquisa por mim efectuada, pois como sabem, estou a escrever um livro sobre o clube, verifiquei que a classificação deste ano foi a 7ª melhor dos mais de 40 anos de hsitória da UDB. Estamos a falar de futebol sénior.
Melhor, só mesmo nos anos 83/84, 85/86 e 93/94 (campeão distrital), 82/83, 91/92 e 92/93 (vice campeão) é que se conseguiram melhores resultados. Foram as épocas de aposta, de subida à terceira, descida, de dinheiro a potes para pagar a brasileiros, senegaleses, etc.... com os resultados económicos e desportivos que se sabem. Conclusão: uma das equipas mais baratas da história da UDB conseguiu uma das melhores classificações de sempre.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Distrital: vencedores e vencidos



Terminou mais um distrital de Castelo Branco que teve, como grande vencedor, o Águias de Moradal, do Estreito. Que ainda conseguiu juntar a Taça de Honra ao campeonato, no último domingo. A minha análise à prova e às equipas. Que não espero que todos concordem. Que suscitará discussão, críticas. Mas que é aquilo que penso.

1º Moradal
Confesso que esperava uma vitória mais avassaladora, no distrital. Um pouco à luz do que fizera o Sernache. Mas foi mais difícil do que se previa. Com a manutenção de muitos dos que estavam na temporada anterior, o Moradal era para mim o claro favorito. Porque lhes juntara jogadores como Tony (o melhor do distrital) ou Oleh (grande guardião), e em Janeiro, Rabat. Mas a tarefa complicou-se sobretudo devido a um Alcains que foi crescendo e devido a uma comprometedora derrota em casa com o Oleiros. Acabou, depois, por beneficiar do empate do Belmonte em Alcains para rumar ao título. Que é justo, diga-se. Termina com 14 vitórias, três empates e apenas uma derrota. A defesa menos batida do campeonato e o melhor jogador, na minha opinião: Tony. Para outros campos que não os do distrital.

2º- Alcains
Já esperava um grande Alcains, este ano. As 17 aquisições assim o previam. Andriaça, um controverso mas bom técnico, escolheu a dedo os que queria para atacar a subida. Mas, ao fim de contas, o Alcains acabou por ser o grande derrotado. Não chegou às meias-finais da Taça e no campeonato, perdeu-o em casa, a três jornadas do fim, com um inesperado empate. Com um plantel de luxo. Resta o consolo de ter tido o melhor ataque (60 golos), que contudo foram insuficientes. Teve mais um empate que o Moradal. E foi esse que fez a diferença. Tem bases mais que suficientes para ser o candidato nº1 na próxima temporada.

3º- ADE
Outro dos derrotados. O seu presidente, Vítor Rebordão, assumiu, desde cedo, que o clube estaria na luta pela subida. Mas também desde cedo se viu que a equipa não o iria conseguir. Recuperou o terceiro lugar na penúltima jornada, caiu nas meias-finais da Taça e, diga-se, esteve longe dos objectivos traçados. Quatro derrotas e cinco empates obstaram que houvesse mais ADE neste campeonato.

4º Belmonte
Um dos vencedores. Sem dúvida. Melhorou significativamente o oitavo lugar da época passada. Andou sempre entre os melhores e teve a hipótese mesmo de ser terceiro. Uma equipa jovem, com muitos atletas de formação e que recuperou alguns atletas que estavam esquecidos no distrital. Foi determinante na decisão do título, ao empatar em Alcains. Uma equipa a custo zero (ninguém recebe nada), com um orçamento inferior a qualquer outra das equipas do distrital.
Na Taça, não foi feliz. Depois da final, no ano passado, só ganhou dois encontros. E perdeu cinco sempre pela margem mínima (1-0). Podia ( e devia) ter feito mais.

5ª- Atalaia do Campo
Não fosse a final da Taça de Honra e diria que seria uma autêntica desilusão. O seu técnico desde cedo disse que a Atalaia é sempre candidata ao título. Mas logo se viu que não, apesar dos muitos valores individuais que tem. A juventude foi sempre invocada como causa para o insucesso, mas valha a verdade, a Atalaia tinha muita gente já experimentada do distrital (Roque, Chasqueira, Tiago Ramos, Manuel, Ricardo Costa, David Marques, Carlitos, Hugo Brito, etc) e os jovens que tem são da primeira linha em termos de qualidade (Duarte, Leandro, Gregory, …). Podia ter feito muito melhor.

6º- Proença
O Proença foi, como é costume, uma equipa de altos e baixos. Este ano, em casa, não foi tão sólido e isso reflectiu-se na classificação final. Uma equipa à imagem do Belmonte, em que se treina só quando se pode, onde se junta experiência a irreverência (Suisso é um caso disso), mas que, este ano, esteve abaixo do que poderia fazer.

7º- Oleiros
Outro dos derrotados. Todos os anos, o Oleiros apresenta-se como possível candidato que dá em nada. Apostou num técnico vitorioso, Filipe Avelar, que contudo teve dificuldades em criar uma equipa, que só começou a mostrar maior coesão na segunda volta. Foi o que valeu para, pelo menos, atingir as meias-finais da Taça de Honra. Pouco, para orçamentos tão grandes.

8º- Teixosense
O vencedor do pelotão dos últimos. Tó Real teve de novo uma equipa jovem, como a do Belmonte, que nada ganha e não conseguiu melhor que ficar à frente de Pedrógão e Ródão. Aos poucos, o plantel foi-se dizimando e, valha a verdade, andar cá para trás, a treinar em pelados, hoje, já não motiva ninguém.

9º- Pedrógão
O Pedrógão foi aquilo que se esperava. Uma equipa incómoda no seu terreno, uma equipa muito frágil fora de portas. Aqui, nem os prémios de treino ou jogo resultaram. Apesar de ter alguns bons valores, fez aquilo que era mais ou menos expectável, depois de muitos anos de “vacas gordas”, com orçamentos quase milionários que também não deram títulos.

10º- Ródão
O Vila Velha de Ródão acabou por cair, na última jornada, para o último lugar. Uma equipa que, contudo, tinha bons princípios de jogo, mas em que também a disponibilidade para treinar, ao que se sabe, não era muita. Foi também uma equipa que cedo se viu poderia andar na parte baixa da tabela, mas que possui condições (estádio) muito boas, para se fazer um bom trabalho. 

Agora, tendo em conta que todos os anos a AFCB nomeia os melhores do ano, deixo a minha sugestão.

Melhor treinador de formação: Não tenho opinião formada sobre o assunto. No entanto, Micas (ADE) está a fazer uma boa temporada; o técnico dos iniciados da ADE que estão no Nacional também; e o Frederico Dias, dos juniores do Covilhã, penso que também é uma boa escolha.

Melhor treinador de futsal sénior: A nível nacional, não há dúvidas que tem que ser Joel Rocha; no distrital, Carlos Amoroso é o meu eleito.  

Melhor atleta de formação de futsal: Não acompanho, não tenho opinião formada.

Melhor atleta sénior do distrital: Difícil escolha….. Mas apostava no Carapito (Cariense).

Melhor atleta de futsal feminina: Terá que ser da CB Belmonte. A minha eleita é a Liliana Soares. 


Melhor treinador futebol sénior:
Aqui, no nacional, João Sousa do Sertanense, está à cabeça, tal como Ricardo António (BC Branco). No distrital, João Laia (Moradal). Porque não posso ser eu, que nada ganhei, senão….

Melhor atleta de formação de futebol:
Para mim, no distrital, os mais jovens que mais deram nas vistas foram Suisso (Proença) e, Hugo Geraldes e Marco Cariano (Esperança), do Belmonte.

Melhor atleta sénior de futebol distrital:
Tony (Moradal). E não há mais escolhas.

Melhor atleta sénior de futebol dos campeonatos nacionais: Apostava em João Afonso, do BC Branco; Moreira (Covilhã) e Álvaro (BC Branco).

Melhor dirigente Desportivo: Aqui, o meu voto vai para Aníbal Antunes (Estreito). Ou o Farinha, do Sertanense. E também o nosso Zé Robalo, que recuperou o Belmonte, da crise financeira e conseguiu uma boa equipa de seniores. Sem dinheiro.

Melhor árbitro de futebol: Hélio Tavares

Melhor árbitro de futsal: Desconheço.



quarta-feira, 24 de abril de 2013

Quarto lugar... mais que justo

A UDB terminou, no passado domingo, a sua participação no distrital de séniores com uma vitória por 1-0 frente à Atalaia do Campo. O quarto lugar final é uma classificação mais que justa e um orgulho imenso para mim, já que o nosso orçamento era o mais baixo de todas as equipas que participavam no distrital.
Sobre o jogo, uma vitória sem espinhas. Nem por uma única vez a Atalaia criou oportunidades de golo. Já nós, depois do 1-0, poderíamos por mais que uma vez ter ampliado, mas não fomos eficazes na finalização. O golo foi de Pereira, de grande penalidade, aos 50 minutos, a castigar uma falta na área sobre Hugo Geraldes.
Fazendo um balanço da época, só posso estar satisfeito. Melhorámos significativamente o oitavo lugar da época passada e durante muito tempo pensámos mesmos no terceiro lugar, que nos fugiu na penúltima jornada, num jogo pouco conseguido no Teixoso. Porém, andámos sempre no grupo da frente, batemo-nos de igual para igual com quem paga muito bem aos seus jogadores e treinadores. Ficámos, inclusive, à frente de equipas como a Atalaia, Proença e Oleiros, que também pagam bem aos seus plantéis. Uma equipa que só joga por amor à camisola....
A época começou mal. Não esqueço todos os que, por todos os meios, quiseram destruir a equipa da UDB. É também para eles esta classificação. Começámos quase sem plantel, fomos equilibrando, recebemos algumas mais-valias, que outros não quiseram, e promovemos mais alguns jovens da formação. Correu muito bem e, quem diria, ainda fomos nós que, a três jornadas do fim, decidimos o título com um empate em Alcains. Fomos quase sempre falados pela positiva, pelo trabalho feito.
Na Taça de Honra, não estivemos bem. Perdemos cinco jogos por 1-0. Penso que a derrota na ADE, à terceira ronda, num jogo em que poderíamos ter goleado, teve grande peso nesta competição, que volto a dizer, nunca foi prioridade. Era, isso sim, melhorar a classificação obtida na época anterior. E isso foi conseguido.
Quanto ao futuro, dizer que a UDB vai continuar a ter seniores. Isso mesmo foi garantido no domingo, ao plantel, pelo presidente do clube. Desejo as maiores felicidades, pois não é minha intenção (como disse no início da época) continuar. Porque, por vários motivos, acho que já dei muito ao clube. Foram 14 anos de treinador, a custo zero. Quem é que faz isto? Mais: a UDB, pela sua história, comigo, teria que apostar, para o ano, num projecto mais ambicioso. A isso obriga esta classificação. Mas sem meios financeiros, é difícil exigir mais a atletas e treinadores. E sei que a UDB não tem esses meios. Porque, para mim, a aposta teria que passar por maior exigência e responsabilidade de todos, porque o meu sonho era, sem dúvida, lutar por uma classificação de top, com um plantel quase 100 por cento da casa, e um ou outro reforço. Porque o concelho tem jogadores para isso. Mas, costuma-se dizer, sem ovos, não se fazem omeletes.
Por fim, desejar a todos os que nos apoiaram, e sobretudo, à direcção e aos jogadores, as maiores felicidades. Porque SOMOS MESMO GRANDES!!!!!